Mostrando postagens com marcador operação publicano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador operação publicano. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Gilmar Mendes dá liminar e trava ação penal da Publicano 3 (Paraná)

Uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspende a ação penal da terceira fase da Operação Publicano. A decisão tomada ontem suspende a ação até a discussão do mérito. O embate é em torno de um mandado de busca e apreensão cumprido em março de 2015, que a defesa de alguns réus reclama que foi cumprido num endereço diferente do indicado na decisão do juiz. Segundo o argumento da defesa, a autoridade policial teria constatado a mudança de endereço durante o cumprimento do mandado e que com isso, o endereço em que foi feita a busca não estava autorizado pela Justiça, o que no entendimento dos defensores, caracteriza uma irregularidade. Com base nisso a defesa pede, no julgamento do mérito, que todas as provas sejam declaradas ilegais e com isso que toda a Publicano 3 seja anulada. Nesse caso é pedida a aplicação da “Teoria dos frutos da árvore envenenada”.

A defesa sofreu derrotas no Tribunal de Justiça do Paraná e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), até conseguir obter a liminar de ontem. Procurado pelo Baixo Clero, o advogado Walter Bittar, que defende um dos réus que obtiveram essa liminar limitou-se a confirmar a decisão proferida por Gilmar Mendes.

O mérito será decidido pela 2ª Turma do STF, que além de Mendes, que é o presidente, conta com os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Tóffoli e Edson Fachin.

sábado, 27 de maio de 2017

Operação Publicano (Paraná) - Procuradoria toma novos depoimentos

Procuradoria toma novos depoimentos sobre denúncia contra promotor


A Procuradoria Geral de Justiça continua a tomar depoimentos hoje na investigação sobre a denúncia do auditor fiscal Orlando Aranda contra o promotor Renato Lima Castro. Aranda acusa Lima Castro e os promotores do Gaeco de terem poupado das investigações da Operação Publicano um contador que tem negócios com Lima Castro. Ontem foram ouvidos Aranda, o principal delator, Luiz Antônio de Souza e Lima Castro. Hoje serão ouvidos outros promotores que atuam na Publicano.

Em entrevista à imprensa, Lima Castro disse que ninguém foi poupado nas investigações e que os investigadores estão “sendo atacados para criar situações falsas” e que o “o objetivo é atacar [os promotores]” para atingir a Publicano “e anular a operação”.

Eduardo Duarte Ferreira, advogado do delator, disse que seu cliente não omitiu nomes ou situações que tinha conhecimento e que nem houve coação para que ele omitisse nomes.

Aranda é réu em ações da Operação Publicano e foi condenado a 14 anos de prisão na ação penal da Publicano I, sentença da qual ele está recorrendo.

Ler na íntegra: Operação Publicano

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Advogados de réus na operação publicano (Psdb) pedem afastamento de juiz

As defesas dos réus arrolados para as audiências da quarta fase da Operação Publicano, deflagrada pelo Ministério Público e que investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná, pediram, no final da semana passada, o afastamento do juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, após o magistrado ter homologado o novo acordo de delação premiada com o MP e revogado a prisão preventiva do principal delator da Publicano, Luiz Antônio de Souza, que já foi solto. 

Para o advogado Walter Bittar, Nanuncio deveria "ouvir os demais delatados, que poderiam refutar as assertivas de Souza, fazendo assim com que o acordo perdesse força". Bittar ainda esclareceu que na terceira fase da Publicano havia protocolado um documento argumentando que "Luiz Antônio havia faltado com a verdade" com o magistrado. "A imparcialidade, na nossa visão, não existe mais, porque vossa excelência se comprometeu com a versão que lhe foi fornecida", ponderou. 

Na sequência, outros advogados reiteraram as palavras proferidas por Bittar. A promotora Leila Schmitti Voltarelli, representante do Ministério Público nas audiências da Publicano, opinou pela refutação do pedido. Ela disse que Nanuncio agiu "dentro de suas atribuições e com a maior correção possível". O juiz da 3ª Vara Criminal declarou "não aceitar" o argumento das defesas. "Em nenhum momento eu afirmei, na referida decisão, que os fatos afirmados pelo acusado durante o interrogatório confirmaram os fatos constantes da denúncia."


O titular da 3ª Vara Criminal continuou se defendendo. "Eu não seria nem louco de fazer um tipo de afirmativa dessa e nem poderia ser considerado juiz de direito se eu fizesse esse tipo de assertiva em uma decisão interlocutória. Em nenhum momento quebrou-se a imparcialidade porque, de maneira alguma, eu disse que as denúncias dos fatos estavam confirmadas", pontuou Nanuncio. "Com todo o respeito, eu não consigo vislumbrar em que frase ou aspecto eu demonstrei suspeição na revogação da prisão preventiva", concluiu.